Nichelle Nichols abordo do SOFIA

Nichelle Nichols abordo do SOFIA

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uhura nasaOntem, a nossa amada dama Nichelle Nichols (Uhura da série original) corajosamente subiu para a estratosfera, a bordo do SOFIA (Stratospheric Observatory For Infrared Astronomy). Nichols, aos 82 anos, e já recuperada de um AVC, participou do vôo do telescópio que foi lançado a partir do Centro de Pesquisa Armstrong na Califórnia. SOFIA é uma parceria entre a NASA e o Centro Aeroespacial Alemão (DLR), é composto por uma aeronave Boeing 747 extensivamente modificada para carregar um telescópio refletor. O telescópio permite aos cientistas o acesso a pontos de vista inatingíveis dos laboratórios na Terra. Nichols tem servido como embaixadora para a NASA desde a década de 70, ajudando a recrutar astronautas mulheres.

Fontes: Mynews13 – TB

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NASA e seu dispositivo de cura superficial

NASA se inspira em Jornada para curar astronautas

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Star-Trek-Dermal-RegeneratorVocê se lembra do regenerador dérmico que a Dra. Beverley Crusher usou para curar uma ferida no rosto do comandante Riker em A Nova Geração? Isso pode se tornar realidade. Com a ajuda da GROK Technologies, a NASA está desenvolvendo dois aparelhos portáteis semelhantes, que em breve poderão ser utilizados por astronautas na Estação Espacial Internacional.

O BioReplicate regenera o tecido humano e constrói células humanas em 3D e, juntamente com outro dispositivo com patente pendente que trata a dor externamente, pode curar ferimentos leves quase que instantaneamente. Ele também irá permitir a criação de modelos 3D de tecidos humanos que poderiam ser usados ​​para teste de droga e cosméticos, uma descoberta científica que pode eliminar completamente testes com animais.

O segundo dispositivo, Scionic, irá tratar da dor músculo-esquelética e inflamação externamente. Ele poderia eliminar a dor por meio de aplicações de pele sem o uso de drogas. Um dispositivo semelhante já está em uso na Agência Espacial Federal Russa (RKA). A versão russa, chamado Scenar, envia um sinal eléctrico suave, através da pele da pessoa para afetar o sistema nervoso central e do cérebro. O cérebro reage a ele de forma semelhante aos analgésicos.

Uma ocorrência comum no espaço é uma condição chamada osteopenia  que, devido à fraca ou inexistente gravidade, afeta ossos dos astronautas e acelera a perda de massa muscular. As novas patentes podem ser utilizadas para regenerar o tecido. Se esses aparelhos passarem com êxito em todas as fases de teste, eles vão se juntar a vários outros projetos pioneiros mostrados nos filmes de ficção científica.

Fonte: Inhabitat – TB

Kirk volta ao espaço

Kirk retorna ao espaço pela Orion

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orion teste kirkA ficção e a ciência estarão juntas novamente, quando a nave Orion – próxima geração de naves espaciais da NASA – fizer seu primeiro vôo de teste. A NASA, em homenagem aos clássicos scifi e aventura que tanto incentivaram jovens a acreditarem na aventura espacial americana, vai levar para o espaço um elenco de figuras colecionáveis de antigas séries, bem como artefatos históricos. O boneco do Capitão Kirk (na figura de William Shatner) está presente.

Além do velho capitão da Enterprise, Homem de Ferro e parte de um fóssio do Tyrannosaurus rex doado pelo Museu da Ciência de Denver  estarão em órbita em torno da Terra como parte da “tripulação”. A nave também vai levar uma amostra de solo da Lua, uma mangueira de oxigênio de uma missão espacial Apollo.

O diretor Jon Favreau ofereceu um Iron Man challenge coin, enquanto a atriz do filme “De Volta Pra oFuturo”, Claudia Wells, assinou fotos do elenco e um modelo de máquina do tempo Delorean.

Mayim Bialik, de The Big Bang Theory, também deu fotos de seus antepassados.Uma coleção de broches, medalhas e obras de arte também estão nos armários Orion.

Em um comunicado em seu site, a Nasa disse: “Juntos, os artefatos traçam o progresso da humanidade e do avanço tecnológico de como a nação dará um passo crítico para a frente na viagem a Marte.”

William Shatner é um entusiasta da exploração espacial e forneceu uma figura na caixa do “Capitão Kirk no seu traje espacial”.

“William Shatner está entusiasmado para enviar Kirk de volta ao espaço e apoiado pela Orion, ao inspirar as futuras gerações sobre a viagem espacial,” vice-presidente da EIC, Skylar Jackson

Orion vai “voar quinze vezes mais longe do que a Estação Espacial Internacionalantes de despencar de volta à Terra para testar seu escudo térmico, o que seria experimentar se estivesse retornando da lua. Depois da re-entrada, a Orion irá abrir os pára-quedas e, em seguida, mergulhar no Oceano Pacífico, onde será recuperada pela Marinha”, disse o porta-voz da NASA.

O lançamento inicial, marcado para o dia 4 de dezembro, devido as condições do tempo, foi adiado para esta sexta-feira. Boa sorte a Orion.

Fonte: Star Trek.com – TB

Missão espacial prepara aterrissagem inédita de sonda em cometa

Missão espacial prepara aterrissagem inédito de sonda em cometa

Módulo de exploração Philae vai se separar da sonda espacial Rosetta e tentará pouso inédito no cometa nesta quarta-feira

FFESP (Facebook) |  11 de novembro de 2014 

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Nessa madrugada os cientistas europeus farão a tentativa de aterrissar uma sonda sobre a superfície de um cometa, o clímax de um projeto que já dura uma década e busca desvendar alguns dos segredos do universo.

Na terça-feira à noite, a equipe da Agência Espacial Europeia decidirá se vai aprovar o envio da da espaçonave Rosetta para pousar no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Os cometas – corpos celestiais compostos de poeira, gelo e moléculas complexas – são os primórdios do nascimento de nosso sistema solar de 4,6 bilhões de anos. A missão da sonda é juntar amostras do cometa para analisar o desenvolvimento da Terra e de outros planetas.

“É basicamente uma máquina do tempo que contém pistas da composição do sistema solar”, disse Fred Jansen, diretor da missão Rosetta. A cápsula de pouso, chamada Philae, deve ser lançada na quarta-feira pela manhã (horário local) para descer à superfície do cometa, em uma manobra que deve durar sete horas. Durante esse tempo, a Philae enviará de volta informações sobre a poeira e sobre os gases que encontrar à medida que se aproxima do cometa.

Tecnologia

Repleto de instrumentos de observação, o Philae carece de um sistema de deslocamento autônomo, tem tamanho similar ao de uma geladeira e pesa uns 100 quilos. A superfície do cometa é coberta de poeira, sua temperatura é de 70º C negativos e nada garante que não ocorram imprevistos. Desconhece-se o que o robô vai encontrar exatamente e se a superfície do cometa será macia como as cinzas ou dura como a rocha ou o gelo.

O local na superfície do corpo celeste escolhido para pousar o módulo foi denominado Agilkia, um nome que faz alusão ao Egito antigo, assim como Philae, que remete à ilha do Nilo onde foram encontrados os hieróglifos que permitiram decifrar a pedra Rosetta. Trata-se de uma zona não isenta de armadilhas, com centenas de rochas de 50 cm a 50 metros de diâmetro e declives superiores a 30º, razão pela qual o módulo tem 18% de probabilidades de acabar caindo em um local impróprio.

Os instrumentos de observação de Philae começarão a operar durante a descida e o robô enviará imagens da missão antes mesmo de pousar. À distância, a sonda Rosetta vigiará o comportamento de seu módulo de exploração e terá a capacidade de corrigir sutilmente a posição de queda. Para não quicar na superfície do cometa, Philae foi equipado com um sistema de arpões nas pernas, destinado a garantir seu amarre imediato. Mas nada garante que não acabe se afundando em uma superfície que se revele mole demais.

O tempo, o ângulo e a velocidade da cápsula são cruciais porque, quando estiver a caminho, não há nada que os cientistas possam fazer para mudar a trajetória. Isso soma-se aos riscos de um pouso seguro, considerando que a superfície do cometa não é suave para uma aterrissagem, cheio de crateras, penhascos e entulhos do tamanho de casas. “Temos que ter um pouco de sorte”, disse o diretor de voo, Andrea Accomazzo.

Veja o vídeo: The European Space Agency’s Rosetta spacecraft is about to attempt something “ridiculously difficult” – landing a probe on the surface of a speeding comet.

Notícia enviada por Rodrigo de Oliveira via Facebook.

Fonte:  Jornal da Mata

Leia mais no site http://sci.esa.int/rosetta/31445-instruments/

Cometa recém-descoberto pode chocar-se com Marte em 2014

Cometa pode se chocar com Marte em 2014

O Cometa recém-descoberto tem diâmetro entre 8 e 50 km

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Por Joe Rao e Space.com  |  

NASA/JPL-Caltech/UCLA

Um cometa recém-descoberto paarece estar a caminho de passar muito perto do planeta Marte em outubro de 2014, e existe uma chance – ainda que pequena – de colidir com o planeta.

O novo cometa C/2013 A1 (Siding Spring) foi descoberto em 3 de janeiro de 2013 pelo astrônomo escocês-australiano Robert H. McNaught, um prolífico observador de cometas e asteroides que tem 74 descobertas de cometas no currículo.

McNaught é um dos participantes do Siding Spring Survey, um programa que caça asteroides que podem se aproximar muito da Terra. Descobriu o novo cometa usando o Telescópio Uppsala Schmidt, de50 metros, no Observatório Siding Spring,em New South Wales, na Austrália.

Imagens anteriores à descoberta do cometa, feitas em 8 de dezembro de 2012 pelo Catalina Sky Survey, no Arizona, foram encontradas rapidamente. Como o cometa foi descoberto como parte de sua busca por asteroides, ele tem o nome do observatório, Siding Spring. Oficialmente ele está catalogado como C/2013 A1.

Quando foi descoberto, o Cometa Siding Spring estava a 1,07 bilhão de quilômetros do sol. Com base na excentricidade de sua órbita, ele parece ser um cometa novo, ou “virgem”, viajando em uma órbita parabólica e fazendo sua primeira visita à vizinhança do sol. Espera-se que seu periélio (o ponto em que ele passa mais perto do Sol) seja em 25 de outubro de 2014, auma distância de 209 milhões de quilômetros.

Menos de uma semana antes disso, porém, em 19 de outubro de 2014, o cometa – com um núcleo estimado entre 8 e 50 km de diâmetro – deve cruzar a órbita de Marte e passar muito perto do planeta. Cálculos preliminares sugerem que nominalmente, em sua maior aproximação, o Cometa Siding Spring chegará a 101 mil km de Marte.

No entanto, como o cometa está a uma distância muito grande e está sendo estudado há menos de três meses, as circunstâncias de sua órbita provavelmente precisarão ser refinadas nas semanas e meses futuros. Dessa forma, a aproximação marciana do cometa pode acabar sendo maior ou menor do que sugerem nossas previsões atuais. De fato, na quarta-feira passada (27 de fevereiro), observações feitas por Leonid Elenin, um respeitável astrônomo russo que trabalha no Instituto de Matemática Aplicada Keldysh, sugeriu que o cometa poderia passar ainda mais perto – a apenas41.300 kmdo centro de Marte.

De acordo com Elenin: “Em 19 de outubro de 2014, o cometa pode atingir uma magnitude aparente de -8 ou -8,5 se visto de Marte!” (Isso deixaria o cometa de15 a25 vezes mais brilhante que Vênus. “Talvez seja possível conseguir imagens de alta resolução da sonda Mars Reconnaissance Orbiter (MRO)”, adicionou ele.

E também existe a pequena possibilidade de o cometa colidir com Marte.

Movendo-se a 56 km por segundo, uma colisão dessas criaria uma cratera de impacto em Marte com até 10 vezes o diâmetro do núcleo do cometa, e até 2 km de profundidade, com uma energia equivalente a 2×1010 megatons!
A maioria dos leitores se lembrará do mergulho do Cometa Shoemaker-Levy em Júpiter, em 1994, que deixou escuras cicatrizes na cobertura de nuvens do planeta durante muitos meses após a colisão.

Colidindo ou não, o Cometa Siding Spring definitivamente chegará extremamente perto de Marte em menos de 20 meses. Incrivelmente, essa será a segunda passagem de um cometa perto de Marte em pouco mais de um ano.

Em 1º de outubro desse ano, o muito aguardado Cometa ISON deve passar a 10,5 milhões de quilômetros de Marte até passar raspando o Sol em novembro. Esse encontro é próximo o suficiente para ser categorizado como excepcional e, mesmo assim, o Siding Spring passará 100 vezes mais perto.

Fonte: Scientific American Brasil

Shatner é homenageado

NASA faz homenagem a William Shatner

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shatner homenagemO ator William Shatner foi homenageado, neste fim de semana, com a medalha Distinguished Public Service da NASA, o maior prêmio concedido pela agência para o pessoal não-governamental. A premiação ocorreu em Los Angeles, durante o Anual Hollywood Charity Horse Show, onde ele arrecada dinheiro para uma variedade de causas infantis. Na citação da medalha lê-se, “para a excelente generosidade e dedicação em inspirar novas gerações de exploradores de todo o mundo, e pelo apoio inabalável para a NASA e suas missões de descoberta”. Parabéns ao velho Bill.

Fonte: TB

Outros sóis

O Brilho de outros sóis

POR RLOPES |  07/01/14

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Peço licença para adentrar um pouco (na verdade, um muito) a seara do blog do colega e grande amigo Salvador Nogueira (se você ainda não conhece o seu Mensageiro Sideral, sugiro que clique aqui neste instante). É que, como sou um sujeito lerdo, só atinei agora para um fato óbvio: nos últimos 15 anos (mais ou menos o meu tempo de vida profissional como jornalista de ciência), uma revolução científica aconteceu, e das grandes, e eu ainda não tinha me dado conta plena do conjunto da obra.

Estou falando da descoberta de planetas fora do Sistema Solar, coisa que durante muito tempo foi simples especulação de ficção científica. Foi só em 1995 que o primeiro exoplaneta (como esse tipo de astro é conhecido) teve sua existência confirmada. Eu me lembro do tempo em que praticamente qualquer descoberta de exoplaneta era notícia. Hoje, esse número chega a 1.055 — e um único telescópio espacial, o Kepler, da Nasa, já achou mais de 3.500 outros “planetas candidatos”, cuja existência precisa ser confirmada com mais observações. Como brinca a colega e amiga Giuliana Miranda, descoberta de exoplaneta agora só é notícia se acharem 200 de uma vez. Se as estimativas atuais estiverem corretas, existem 100 bilhões de planetas só na nossa galáxia, dos quais mais de 10 bilhões devem ser do tamanho da Terra, orbitando a zona habitável (a faixa onde a água é líquida, e a vida, possível) de sóis parecidos com o nosso.

Concepção artística da nossa galáxia repleta de sistemas estelares. (Crédito: ESO)

Permita-me ser repetitivo, porque é importante: se esse novo conhecimento não é uma revolução científica, então, bicho, eu realmente não sei o que seria.

Sim, esses planetas ainda estão absurdamente distantes de nós, mesmo se quiséssemos enviar apenas sondas robóticas até eles. Mas, mesmo usando apenas telescópios baseados na nossa órbita, muito provavelmente a próxima década verá um acúmulo cada vez maior de informações sobre esses astros ainda tão misteriosos, inclusive sobre a composição de suas atmosferas e sobre a possibilidade de esses corpos celestes (é, expressão meio com cheiro de naftalina, eu sei) abrigarem vida.

E é claro que isso terá um impacto monstruoso sobre como pensamos a origem da própria vida na Terra. Até hoje, só dispomos de um único “filme da evolução”. Só sabemos (por enquanto, em linhas muito gerais) em que condições a vida surgiu num único planetinha. Qualquer cientista será capaz de te dizer que uma amostragem com um único exemplar (n = 1, como escrevem nos papers, ou artigos científicos) não é a coisa mais confiável do mundo.

Mas, com milhares de exoplanetas para estudar, dá para tentar responder de forma mais embasada todo tipo de pergunta. Uma lua grande como a nossa é importante por estabilizar a órbita ou pode ser dispensada? Há uma força gravitacional ótima? Qual a melhor densidade atmosférica? E a atividade vulcânica/tectônica? Enfim, finalmente estamos escapando da maldição do n = 1, mesmo que demoremos para achar evidências definitivas de vida “lá fora”.

Por tudo isso, um brinde à revolução que já aconteceu — e outro, de copo ainda mais transbordante, à revolução que virá.

Fonte: Blog da Folha

Nasa anuncia 715 novos planetas

Nasa anuncia descoberta de 715 novos planetas

Da AFP | Fevereiro, 26 de 2014

Ilustração da Nasa mostra sistemas com múltiplos planetas que eclipsam as estrelas que circundam, dependendo do ponto de observação (Foto: Nasa)

A Nasa anunciou nesta quarta-feira (26) uma série de novos planetas descobertos pelo telescópio Kepler. Um novo método de verificação de potenciais planetas levou à descoberta de 715 novos mundos, que orbitam 305 estrelas diferentes. A missão do telescópio é encontrar estrelas semelhantes ao nosso Sol.

“Nós praticamente dobramos o número de planetas conhecidos”, explicou Jack Lissauer, cientista da agência. Com a descoberta, o número total de planetas conhecidos chegou a cerca de 1.700.

Não existem muitas informações sobre esses planetas, principalmente se eles realmente têm as condições necessárias para o surgimento da vida – água, superfície rochosa e uma distância de suas estrelas que os mantenha na temperatura ideal.

Cinco deles estão na zona habitável de suas estrelas e têm um tamanho semelhante ao da Terra, informou a Nasa. A maioria das novas descobertas está em “sistemas multi-planetários parecidos com o nosso”, e 95% tem um tamanho entre o da Terra e o de Netuno, que é quatro vezes maior do que o nosso planeta.

O novo método consiste em uma ferramenta que permite analisar diversos planetas ao mesmo tempo. Antigamente, cada planeta era confirmado de forma individual, dependendo do número de vezes que orbitasse em frente a sua estrela. Três voltas são suficientes para a confirmação.

O Kepler, que foi lançado em 2009 e não funciona mais desde o ano passado, observou150 mil estrelas, ao redor das quais podem existir 3.600 planetas. Até agora, 961 desses candidatos foram confirmados. Os dados do telescópio seguem senso analisados. Essas descobertas serão divulgadas em 10 de março na publicação científica americana “The Astrophysical Journal”.

Fonte: G1

A Nasa e as viagens ao estilo Jornada

Experiência da Nasa para viagens ao estilo Jornada

por  | julho 27, 2013

NasaUma pesquisa, liderada pelo físico e engenheiro da NASA Harold G. White, no Centro Espacial Johnson (Houston, Texas), procura saber se o conceito de velocidade de dobra, usado na série Jornada nas Estrelas, é possível em nossa realidade. O estudo realizado por White e seus colegas tenta deformar um pouco a trajetória de um fóton e registrar a mudança na distância percorrida em uma determinada área.

A ideia é fazer algo semelhante à que impulsiona as naves de Jornada. Assim, os cientistas estão tentando determinar se é possível viajar à velocidade da luz, ou mesmo a uma velocidade mais elevada. De acordo com Harold G. White, “na natureza é possível. A questão é se podemos fazê-lo ou não”.

“Mas até agora estamos fazendo uma tentativa de criar “bolhas” de espaço microscópico, não temos a intenção de equipar uma nave espacial com este sistema”, disse White ao The New York Times.

Apesar da velocidade da luz ser vista como um absoluta, Dr. White foi inspirado pelo físico mexicano Miguel Alcubierre, que postulou uma teoria que permite viajar mais rápido do que a luz, mas sem contradizer Einstein. Sua teoria foi publicada em 1994 e envolveu uma enorme quantidade de energia (a matéria exótica) que seria usada para expandir e contrair o próprio espaço – gerando, assim, uma “bolha de dobra”, na qual uma nave espacial iria viajar.

Dr. White comparou isso a pisar em uma esteira rolante de um aeroporto e acredita que os avanços na ciência podem reduzir esse requisito de energia.

O cientista era um engenheiro com experiência em indústria aeroespacial. Quando veio a NASA em 2000, iniciou sua carreira na agência operando nos braços de ônibus espaciais. Ele conseguiu fazer doutorado em Física pela Universidade Rice, em 2008, e agora trabalha em uma série de projetos que visam levar os foguetes da NASA as viagens espaciais mais distantes.

A NASA está cautelosamente apoiando a pesquisa do Dr. White. Steve Sich, vice-diretor de engenharia da Daying Johnson Space Center disse, “Você sempre tem que estar olhando para o futuro”. A agência está muito mais focada em projetos mais viáveis ​​- construir a próxima geração de naves espaciais Orion, trabalhando na Estação Espacial Internacional e se preparando para uma futura missão planejada para capturar um asteróide. Dessa maneira mais recursos internos ficaram disponíveis para o projeto, como a restauração de equipamentos sem uso e laboratórios, ainda liberando outros engenheiros para auxiliar White.

A série de Jornada sempre foi uma fonte inspiradora para o cientista, “Há quarenta anos atrás, o Capitão Kirk falava em um comunicador, e era sempre o serviço que eu queria”, disse ele. “Mas hoje isso é possível porque as pessoas fizeram a tecnologia de bateria permitir que este dispositivo exista, trabalharam na tecnologia de software, trabalharam na tecnologia computacional, tela sensível ao toque”.

O Dr. White comparou suas experiências as fases iniciais do Projeto Manhattan, que visavam a criação de uma pequena reação nuclear como mera prova de que ela poderia ser feita. ”Eles tentaram demonstrar um reator nuclear e gerar metade de um watt”, disse. “Isso não é algo que você vai para o mercado. Ninguém vai comprar isso. É só ter certeza que eles entenderam a física e a ciência.”

O desenvolvimento de qualquer forma de velocidade de dobra permitiria a humanidade reduzir o tempo de viagem para outros sistemas estelares de dezenas de milhares de anos para meses.

Fonte: RT – TB

A sonda Voyager-1

Voyager-1 funcionará pelo menos até 2025

Por Vanessa Daraya | jul 03, de 2013 

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São Paulo – No espaço desde 1977, a sonda Voyager-1 procura, agora, sair do Sistema Solar. E para quem acredita que o equipamento é antigo e não vai alcançar o objetivo, os cientistas do projeto afirmam que a sonda enviará dados até 2025.

A sonda da Nasa, agência espacial americana, é considerada muito antiga, principalmente por causa dos avanços que a tecnologia fez desde seu lançamento. Mas, segundo o jornal O Globo, Edward Stone, cientista-chefe da missão, avalia que Voyager-1 continuará capaz de coletar e enviar dados científicos pelo menos até 2025​. Esse tempo é considerado o suficiente para a sonda atingir o espaço interestelar.

Voyager-1 já cumpriu a missão de estudar Júpiter e Saturno. Para Stone, a sonda ainda é uma nave saudável e eficiente. Principalmente se for levado em consideração que ela passou por Júpiter, suportou o frio por estar longe do Sol e passou por radiações perigosas.

A fonte de energia da sonda é feita de plutônio e deve parar de produzir eletricidade entre 10 a 15 anos. Suas pilhas nucleares ainda geram mais de 300 watts de potência, o suficiente para alimentar o computador de bordo, o rádio e os quatro instrumentos científicos.

Essa energia diminui em 4 watts a cada ano. Isso obrigará que os últimos instrumentos comecem a ser desligados ou passem a funcionar em revezamento a partir de 2020. Mas a sonda continuará capaz de coletar e enviar dados científicos pelo menos até 2025, tempo considerado suficiente para a sonda atingir o espaço interestelar.

O equipamento da Nasa tem explorado um território virgem, onde é possível sentir os efeitos do espaço interestelar. Mas os cientistas desconhecem a amplitude dessa região e não sabem quanto exatamente a sonda deve viajar para sair do Sistema Solar.

Stone afirma que a saída poderá acontecer a qualquer momento ou demorar vários anos. O cientista já havia descrevido essa zona inexplorada em uma reunião da Associação de Geofísica dos Estados Unidos no ano passado.

As leituras de um dos instrumentos da Voyager-1 mostraram um aumento da intensidade do campo magnético. Mas não houve mudança na direção. Esse é um sinal de que a sonda não saiu do Sistema Solar. A sonda está apenas em uma nova região. Ainda falta ser registrada uma mudança abrupta na direção do campo magnético em torno do equipamento.

Fonte: INFO Online

Imagens: voyager.jpl.nasa.gov – upload.wikimedia.org

Defletor de naves pode sair pela NASA

NASA quer projetar defletor para proteção de naves

por Ralph Pinheiro | julho 3, 2013
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space-shield-test-plasmaDurante uma sequência do filme Além da Escuridão, o capitão Kirk dá a ordem de “levantar escudos” e a tripulação da Enterprise fica protegida contra qualquer hostilidade do espaço. Essa particularidade do universo de Jornada pode não ser mais ficção científica. Cientistas ingleses estão testando um sistema para proteger os astronautas a longas viagens.

Informações recentes da missão Curiosity da NASA ao planeta vermelho, revelaram que astronautas na viagem de ida e volta seriam expostos a altos níveis de raios cósmicos e partículas de alta energia do sol contidas em tempestades solares. Os astronautas iriam receber uma dose de radiação em torno de 100 vezes a exposição média anual na Terra.

Junto com todos os outros riscos de voo espacial, esta seria claramente a mais prejudicial à saúde – e uma solução até agora não foi encontrada.

Eddie Semones, especialista em saúde contra radiação do Johnson Space Flight Center, disse à CNN que a blindagem para bloquear completamente o perigo de radiação teria que ter “metros de espessura” e pesado demais para ser usado a bordo de uma nave espacial.

Mas os cientistas do Laboratório Rutherford Appleton (RAL) no Reino Unido podem estar encontrando um jeito de resolver isso.

Eles tem testado um sistema leve para proteger os astronautas e componentes espaciais da radiação nociva. Trabalhando com colegas americanos, os cientistas pretendem criar um conceito de nave espacial chamado Discovery que poderá levar astronautas à Lua ou Marte.

“Jornada tem grandes idéias – eles apenas não sabem como construir”, disse Ruth Bamford, pesquisadora-chefe do projeto escudo defletor.

“O problema da radiação é um potencial empecilho. Estou muito preocupada com a questão da radiação que não está sendo tratada muito séria e é absolutamente fundamental. Mesmo que os astronautas fiquem doentes por 3-4 dias, isso ainda poderia ameaçar a missão, porque toda a tripulação ficaria afetada. O vômito e diarréia no espaço não é brincadeira. Isso também poderia levar à falência de órgãos”, disse Bamford.

O plano dos cientistas é criar um ambiente em torno da nave espacial que imite o campo magnético da Terra e recrie a proteção que desfrutamos no chão – que eles chamam de uma mini-magnetosfera.

“Na Terra, principalmente nós estamos protegidos pela atmosfera, mas em última análise, o que o campo magnético da Terra está fazendo é formar uma primeira linha de proteção para a vida”, explicou Bamford.

“O conceito por trás do que estamos sugerindo é devido à evolução na nossa compreensão de plasmas. Nós descobrimos que se você colocar um campo magnético ao redor de um objeto em um plasma que flui, os elétrons, que são muito leves, seguirão o novo campo magnético que você colocou lá, mas os íons, os íons muito rápidos, vão ultrapassar – não vão seguir as linhas do campo magnético”.

“Você acaba com um campo elétrico constante, que pode ser o suficiente para que realmente refrate ou desvie o suficiente da radiação no interior da cavidade magnética que você formou para proteger os astronautas, o suficiente como a Terra, que podem sobreviver”.

O conceito de mini-magnetosfera também foi proposto por uma equipe da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, como forma de aproveitar o vento solar para criar um sistema de propulsão.

Outras idéias de proteção também estão sendo exploradas. A  The Inspiration Mars Foundation que tem o compromisso de enviar uma equipe a Marte propôs que revestisse as paredes da nave com água, comida e até mesmo dejetos humanos para ajudar a proteger os astronautas.

A revista New Scientist noticiou recentemente que os “hidrocarbonetos em excrementos e comida são bons candidatos para proteção contra radiações.”

E acrescentou Bamford: “O projeto de paredes de água da NASA usa um conceito similar, mas a inspiração deve fazê-lo funcionar de verdade.”

A cientista inglesa disse que foi inspirada a explorar uma carreira científica pelos desembarques lunares da Apollo e por ser uma fã da série original. Ela acredita que os conceitos explorados nos filmes de ficção científica são um atalho útil para os cientistas ao tentarem explicar seu trabalho.

O escudo defletor inglês que ela ajudou a desenvolver foi testado em um modelo dentro de um reator de fusão que produz um plasma como o do vento solar. Bamford disse que eles ficaram encantados com os resultados.

A equipe agora espera que o projeto possa ser ampliado e voar em uma nave real. “Primeiro precisamos de um demonstrador da tecnologia no espaço, para digamos, cinco anos”, disse Bamford. “Isso é bastante realista para uma pequena nave espacial não tripulada. Tenho certeza que a nossa ideia vai funcionar. Há uma série de melhorias para fazê-lo funcionar melhor ainda -… Talvez devêssemos ligar para Scotty”, brincou.

Fonte: CNN – TB

Tricorder da vida real

Scanadu Scout, o Tricorder da vida real [vídeo]

Aparelho mede batimentos, pressão, temperatura, respiração, oximetria e nível de stress — tudo em questão de segundos.

Por Paulo Guilherme | Maio 22, de 2013

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Talvez você se lembre do Scanadu Scout, o aparelho capaz de analisar sua saúde que ganhou o apelido de Tricorder (em homenagem ao famoso aparelho de “Star Trek”), do qual falamos no começo do ano.

Pois bem, se na época aquilo ainda estava em suas fases iniciais, hoje temos uma versão completamente funcional do Scout, maior e com um design mais arredondado. E embora ele não seja tão impressionante quanto o aparelho que o seu nome homenageia (ou quanto ele prometia em seu vídeo anterior), o dispositivo mostra um enorme potencial para se tornar um dos principais acessórios para diagnósticos simples, em um futuro próximo.

Como funciona

 (Fonte da imagem: Divulgação/Scanadu)

Segundo o vídeo lançado pelos criadores do aparelho, usar o Scout é extremamente simples. Basta pressioná-lo sobre sua têmpora por dez segundos para que ele analise seis características diferentes:

  • Taxa de batimentos cardíacos;
  • Pressão do sangue;
  • Temperatura;
  • Taxa respiratória;
  • Oximetria;
  • Nível de stress.

É claro que esses dados não foram criados para que as pessoas se diagnostiquem sozinhas. Todas as informações são automaticamente salvas em seu celular através de um aplicativo especial, para que você possa levá-los até um médico. Basicamente, é como se você estivesse pulando a enrolação ao fazer uma consulta.

Galeria de Imagens

Para quem ficou interessado em ter o curioso aparelho, é possível consegui-lo através do projeto feito pela empresa no Indiegogo – que, aliás, já está com 175 mil dólares em investimento, quase duas vezes a meta original. Infelizmente, porém, será preciso esperar até março de 2014, a data que a Scanadu planeja entregar o Scout.

Fonte: Indiegogo – tecmundo.com.br
Matéria enviada pelo Alm. César via FB.

Viagem a marte: privado!

 Imagens do mês (fevereiro/2013)

Imagem 70/72:  ilustração mostra como seria a nave do grupo privado “Inspiration Mars” que pretende levar um casal a uma missão até Marte em 2018. A empresa irá angariar dinheiro inicialmente com o multimilionário Dennis Tito, o primeiro turista espacial. O preço da viagem de 16 meses seria de 1 bilhão de dólares.  AP/Inspiration Mars

Veja mais

Fonte: UOL notícias

Nasa e novidades sobre a matéria escura

Nasa divulgará novos dados sobre a matéria escura

Por Vanessa Daraya | fevereiro, 22 de 2013

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Divulgação/Nasa

São Paulo – O detector de partículas Alpha Magnetic Spectrometer (AMS) instalado na Estação Espacial Internacional (ISS), da Nasa, já forneceu seus primeiros dados em busca da matéria escura. Os cientistas envolvidos na análise das informações divulgaram os primeiros dados do experimento em março.

O AMS foi instalado na ISS em maio de 2011. O experimento consiste na análise de partículas de alta energia no espaço. Desde então, o instrumento de 2 bilhões de reais acumulou uma incrível quantidade de dados, o que inclui uma contagem de 7,7 bilhões de partículas em busca da matéria escura.

Descobrir o que é a matéria escura é um dos grandes desafios da astronomia moderna. O funcionamento do AMS explica como os pesquisadores estão realmente empenhados em encontrar a evidência de matéria e energia escuras e descobrir quais componentes formam esse material.

Isso porque vários caminhos indicam que a massa do universo é muito maior do que se pensa. Em 1933, o astrônomo Fritz Zwicky descobriu que a quantidade de matéria vista pelos telescópios não batia com o comportamento do universo. Com isso, ele concluiu que existia algo a mais que os astrônomos não conseguiam enxergar, mas que era responsável por mais de 80% de toda a matéria existente.

Portanto, a proposta é que o universo esteja permeado de energia e matéria escuras. Mas como a matéria escura interage pouco ou quase nada com a matéria comum, os cientistas tem muita  dificuldade em detectá-la.

O resultado que será lançado em março promete trazer boas notícias sobre o que é a matéria escura. Os dados capturados pelo AMB podem lançar uma luz sobre esse enigma que já dura mais de 80 anos.

Fonte: INFO Online

Evolução química das galáxias é alvo de estudo

Evolução química das galáxias é alvo de estudo

Por Agência FAPESP | fevereiro, 23 de 2013

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Imagem: NASA – O estudo na Universidade de São Paulo vai utilizar um conjunto de computadores com 2300 núcleos de processamento

São Paulo – Além de hidrogênio e hélio, no Universo há um conjunto de outros elementos químicos, como oxigênio, Carbono, ferro e lítio, chamados genericamente de “metais” pelos astrofísicos.Ao estudar o tipo e a quantidade (metalicidade) desses elementos presentes no gás que envolve as galáxias, por exemplo, é possível estimar a evolução delas.

Um grupo de pesquisadores do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas (IAG) da Universidade de São Paulo (USP) iniciou um projeto de pesquisa, realizado com apoio da FAPESP, para estudar a metalicidade de aglomerados de galáxias (união de diversas galáxias).

“Ao compreender melhor os processos de produção e transferência de elementos químicos que ocorrem nesses objetos, que são os de mais larga escala em equilíbrio no Universo, será possível preencher uma peça de um grande quebra-cabeça que é entender a evolução química do espaço como um todo”, disse Gastão Cesar Bierrenbach Lima Neto, professor do IAG e coordenador do projeto, à Agência FAPESP.

De acordo com o pesquisador, à exceção do hidrogênio, hélio e lítio, todos os demais metais presentes no Universo são produzidos pelas estrelas (em um processo denominado nucleossíntese estelar), que, por sua vez, se formam em galáxias.

Fonte: INFO Online