Games baianos

Games baianos como mídia

por COMUNICAUNIJ2013 |  junho 4, 2013

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O Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games do mundo ficando atrás apenas dos EUA, RUSSIA, ALEMANHA (estimativas da Associação Brasileira dos Desenvolvedores de jogos digitais – Abragames).

Entre 2011 e 2012 o Brasil aumentou em 43% o faturamento com vídeo games (consoles). Segundo o grupo GFK  somente a venda de jogos eletrônicos cresceu 72% no mesmo período de 2011 e 2012 atingindo a marca de R$ 629 milhões. O setor como um todo, ano passado, movimentou 1 bilhão de reais. Os números indicam que é um mercado com potencial de crescimento. O aumento do consumo de plataformas móveis como tablets, smartphones, uso das redes sociais ajudou os desenvolvedores a encontrar mais espaço para a inserção de games eletrônicos produzidos no Brasil.

Segundo Gerson de Souza – diretor executivo da Abragames – essa indústria esta começando a dar passos firmes para o amadurecimento e expansão do número de empresas e consumidores. Os games estão sendo inseridos na forma de aplicativos disponibilizados nas lojas virtuais como Applestore e Google Play, pois é uma alternativa já que a produção de jogos direcionados a consoles tradicionais exigem cifras milionárias, grandes equipes e grande desenvolvimento.

O mercado baiano de games eletrônicos encontra força nos jogos voltados a educação e publicidade. O desenvolvimento de games  baianos participa do processo de transmissão de informações e da cultura baiana nordestina para diversas pessoas no Brasil e no mundo , o jogo assim torna-se uma mídia com interface totalmente nova e envolvente ,  a comunicação por meio dos games esta virando uma tendência crescente no mundo todo.

Personagem principal, Lino, homenageia Virgulino da Silva, o Lampião (Foto: Divulgação/Soterotech)

Personagem principal, Lino, homenageia Virgulino da Silva, o Lampião (Foto: Divulgação/Soterotech)

Um cangaceiro, um carcará e um calango, figuras típicas do sertão nordestino, protagonizam um novo game feito na Bahia no qual o personagem principal, Lino, tem de enfrentar os mais difíceis obstáculos para liberar as águas de um rio e chegar até a sua amada. Ele é perseguido pelo seu rival, o carcará, e, para se defender, está sempre acompanhado de um “badogue”, considerada a sua poderosa arma.

Desenvolvido  na cidade de Lauro de Freitas, na região metropolitana de Salvador, uma versão de “O cangaceiro de badogue” foi apresentado e fez muito sucesso na primeira versão do evento Gamepolitan, que reuniu fãs de jogos e aconteceu dias 16 e 17 de março no Centro de Convenções de Salvador. O lançamento oficial do produto deve acontecer nesse segundo semestre deste ano.

Segundo Jailson Souza, que integra a equipe da empresa Sotero Tech, com cerca de 13 pessoas, a ideia surgiu em 2009, na ocasião em que um grupo de amigos se reunia para jogar Counter-Strike. “A gente deu ao nosso grupo o nome de cangaceiro de badogue na época, como uma brincadeira. Mas depois lembro que me deu vontade de fazer o desenho do calango. Peguei um horário depois do trabalho, fiz e pensei que aquilo devia virar um game”, explica.

O jogo começou a ser feito há cinco meses e está em fase de finalização. Segundo os desenvolvedores, o orçamento prevê um investimento total de cerca de R$ 70 mil. “Esse é um valor por baixo, porque já temos uma empresa montada. Mas, se formos imaginar uma empresa criada recentemente, o valor de um primeiro jogo desse porte chega a R$ 250 mil”, revela Mariano Maia, um dos sócios da empresa.

Desenho do moniciclo usado no game (Foto: Divulgação/Soterotech)

 

'Calango cangaceiro' também é um dos personagens (Foto: Divulgação/Soterotech)

 

Temática do Game – Cangaceiro de Badogue 
A bordo de um monociclo personalizado, Lino tem a missão de derrotar o vilão carcará, uma mutação de homem e pássaro que sequestrou a amada Mariá. Sempre acompanhado do amigo Piaba, um calango sertanejo, o game promete ser uma opção para levar a cultura sertaneja para crianças e adultos.

Os desenvolvedores acreditam que a temática nordestina seja um diferencial para a empresa formada há dois anos. “Estamos saindo da reprodução de jogos com temas americanizados e trazendo o nordeste, nossa realidade, para esse universo. O próprio nome do personagem principal, Lino, é uma homenagem ao cangaceiro Virgulino [Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião], além de Mariá, a amada, que homenageia Maria Bonita”, frisa Mariano Maia.

A expectativa é que, após o lançamento, o jogo custe entre U$S 1 e U$S 5, valor cobrado entre os games das plataformas IOS e Android. Se atender às expectativas, os desenvolvedores ainda planejam lançar sequências de “O cangaceiro de badogue”, assim como produtos a exemplo de bonecos e camisas.

“Temos um mercado [de games] ainda carente [na Bahia], mas nós queremos mostrar que é possível desenvolver um jogo aqui com a mesma capacidade de concorrer com grandes nomes do Brasil e do mundo”, explica Mariano Maia, citando como exemplo a franquia Angry Birds, da Rovio Mobile, que começou como uma empresa “indie”, jovem e sem recursos, e hoje tem um dos principais games para dispositivos móveis.

Equipe  Soterotech - da esquerda para direita os diretores e sócios da empresa -  Fernando Bofill , Diego Potapczuk, Jailson Silva, Mariano Menezes. (Foto: Amanda Nolasco).

Equipe Soterotech – da esquerda para direita os diretores e sócios da empresa – Fernando Bofill , Diego Potapczuk, Jailson Silva, Mariano Menezes. (Foto: Amanda Nolasco).

Por: Amanda Nolasco

Fonte: Blog Comunica Salvador

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