Beam me up, Scotty!

Físicos conseguem pela primeira vez teletransportar um objeto macroscópico!

De Thiago Tamosauskas (via FB) | abril, 17 de 2013

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Cientistas da Universidade Chinesa de Hefei conseguiram efetivamente pela primeira vez o teletransporte de dois objetos de tamanhos macroscópicos a uma distância e escala macroscópica, utilizando o fenomeno de entrelaçamento quântico que permite que uma partícula receba informação de uma outra partícula, independentemente da distância entre elas.

O teletransporte é um processo que está lentamente a tornar-se mais refinado, com a esperança de que um dia se torne uma realidade quotidiana do mundo físico.

Recentemente, um grupo de pesquisadores da Universidade de Ciência e Tecnologia de Hefei, na China, alcançou o primeiro teletransporte documentado de um objeto macroscópico levando informação quântica de um grupo de átomos para outro situado a 150 metros de distância.

Teletransporte quântico é um processo extremamente instável por causa da fragilidade dos qubits (bits quânticos), que podem ser destruídos facilmente. No entanto, apoiada por um fenomeno conhecido como “entrelaçamento”, em que dois objetos partilham a mesma existência e, portanto, não importa quão longe eles estejam um do outro, uma ação de medição de uma partícula instantaneamente afeta a outra, permitindo que teoricamente seja possível para a transmissão de informações a partir de um ponto para outro sem que esta transite pelo espaço que as distancia.

Os físicos chineses envolvidos, liderados por Xiao-Hui Bao, utilizaram átomos de rubídio e, seguindo o mesmo princípio, transportaram informação quântica entre dois átomos separados por 150 metros, apoiados por fotos entrelaçados.

“Isto é muito interessante por ser o primeiro teletransporte de dois objetos  de tamanho macroscópico, numa distância em escala macroscópica,” escreveu a equipa de pesquisa no artigo onde os resultados foram publicados.

Xiao-Hui e sua equipa procuram agora aumentar a probabilidade de sucesso em cada evento de teletransporte, aumentando a quantidade de tempo que o conjunto de átomos pode armazenar informações antes de as perder (atualmente este período dura apenas 100 microsegundos) e criar uma cadeia de átomos que mostre melhor o poder quântico desta técnica de roteamento quântico.

A principal área em que este desenvolvimento pode ter aplicação é chamado de Internet quântica, onde a informação pode ser transmitida a partir de um ponto para outro sem ser destruído no processo.

Fonte: MIT Technology Review – Portugalmundial.com

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