Meteoro e asteroide que assustaram a Terra

Meteoro e asteroide que assustaram a Terra não devem preocupar

Do FANTÁSTICO | Edição do dia 17/02/2013

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O que aconteceu nos céus da Rússia, na manhã de sexta-feira (15)? “Um objeto de tamanho estimado entre 10 metros e 15 metros entrou na atmosfera, mas explodiu antes de chegar ao solo”, explica Daniela Lazzaro, pesquisadora do Observatório Nacional do Rio de Janeiro.

Na  cidade de Chelyabinsk, 1,5 mil quilômetros a leste de Moscou, as câmeras, de celulares e em automóveis, gravaram tudo: “As explosões são explosões do objeto antes de chegar ao solo”, afirma Daniela.O choque com a atmosfera provocou um deslocamento gigantesco de ar, uma onda de choque equivalente a 30 bombas de Hiroshima. Foram vários estrondos.

Um exemplo muito claro do estrago que a colisão de uma rocha vinda do espaço com a Terra pode causar está no Arizona, nos Estados Unidos. Ali, 50 mil anos atrás, uma pedra vinda do espaço bateu na superfície. Era relativamente pequena, tinha só 45 metros de diâmetro, mas fez surgir uma cratera gigantesca. 

[Wikipédia-Adrenaline.uol.com.br, grifo nosso] Este se chocou no deserto do Arizona a 12 km/s (43 mil km/h) e abriu uma cratera de 1.25 km de diâmetro e 190 metros de profundidade. É a cratera mais famosa e estudada do mundo e se tornou uma grande atração turística. O meteorito que formou a Cratera do Meteoro, no Arizona (EUA), atingiu o planeta muito mais devagar do que os astrônomos supunham. Ainda assim, a velocidade era de mais de 10 vezes a de uma bala de rifle. 

Novas análises, anunciadas hoje, explicam porque existe muito menos rocha derretida na cratera do que o esperado. O mistério tem desafiado os cientistas há anos.  O grande buraco no chão, de 190 metros de profundidade por 1.25 km de diâmetro, foi criado há 50 mil anos por um asteróide de 40 metros de largura. 

Cálculos preliminares informavam que a velocidade do impacto foi de mais de 15 km/s, e foram baseados em estudos de impacto de grandes meteoros contra a Terra. Tal impacto deveria gerar muito mais rocha derretida do que o encontrado.

E pode acreditar: a história do nosso planeta registra impactos muito, mas muito maiores do que esse. Na região de Yucatán, no México, onde hoje fica Cancun, aconteceu, há 65 milhões de anos, um evento extremo, dramático. Um asteroide caiu sobre a Terra e as consequências foram tão drásticas que até o clima do planeta mudou.

Para mostrar o que aconteceu, o cientista da Nasa imagina que está no ponto exato em que o asteroide despencou. “Ele brilha muito mais do que o Sol. Somos destruídos pela onda de choque. O impacto é tão grande que arrasa  florestas a mais de 1,2 mil quilômetros daqui”, explica.

Essa explosão ancestral criou uma cratera de mais de 100 quilômetros de diâmetro. E lançou tantos detritos incandescentes na atmosfera que a Terra quase pegou fogo. Muitas formas de vida não suportaram. Foi o fim dos dinossauros.

Mas as colisões  do Arizona e de Yucatán são casos extremos. A maioria dos objetos que passam perto da Terra é pequena. E o planeta ainda tem uma arma secreta: é a atmosfera, que queima quase tudo que tem menos de 35 metros de diâmetro e tenta passar por ela.

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